Com os avanços tecnológicos, o processo de descoberta de cânceres se tornou cada vez mais eficiente, tornando o exame de sangue para detectar câncer uma ferramenta indispensável para iniciar um tratamento preciso e eficaz.
Além de ser um método menos invasivo, ele oferece rapidez nos resultados e pode identificar sinais precoces da doença, aumentando as chances de sucesso no tratamento.
Com diferentes tipos disponíveis, esses exames ajudam a avaliar marcadores específicos no organismo, proporcionando informações valiosas para médicos e pacientes.
Entender como eles funcionam e quais suas aplicações é fundamental para a saúde preventiva e o diagnóstico assertivo.
Confira abaixo!
Como funciona o exame de sangue para detectar câncer
O exame de sangue para detectar câncer analisa biomarcadores específicos presentes no organismo que podem indicar a presença de células cancerígenas.
Estes biomarcadores são substâncias liberadas no sangue devido ao metabolismo das células tumorais ou à resposta do corpo à presença do câncer.
Existem diferentes tipos de exames, dependendo do tipo de câncer a ser investigado.
Alguns analisam proteínas ou enzimas específicas, enquanto outros identificam mutações genéticas ou fragmentos de DNA tumoral circulante.
Os testes mais avançados, conhecidos como biópsias líquidas, conseguem mapear alterações genéticas em tumores e fornecer informações detalhadas para personalizar o tratamento.
Esse processo é feito através da coleta de uma amostra de sangue, que é analisada em laboratório com tecnologias de alta precisão.
A interpretação dos resultados é feita por médicos especializados, que avaliam os níveis dos marcadores e sua relação com o desenvolvimento da doença.
Esses exames não substituem métodos tradicionais, mas complementam o diagnóstico, especialmente em estágios iniciais.
Quais os tipos de exame de sangue para detectar câncer
Os exames de sangue para detectar câncer analisam marcadores tumorais, substâncias produzidas pelo organismo ou pelo próprio tumor.
Esses marcadores ajudam a identificar a presença de células cancerígenas, avaliar o estágio da doença e monitorar a resposta ao tratamento.
Abaixo, conheça os principais tipos de marcadores tumorais mais frequentemente analisados:
AFP (Alfafetoproteína)
Este marcador está associado a tumores no estômago, intestino, ovários e metástases no fígado.
A análise da AFP é frequentemente utilizada para monitorar esses tipos de câncer e avaliar o progresso do tratamento.
MCA (Antígeno Mucoide Associado ao Carcinoma)
O MCA é direcionado ao câncer de mama.
Ele é utilizado para identificar e acompanhar casos em que há suspeita ou diagnóstico confirmado dessa doença.
BTA (Antígeno Tumoral da Bexiga)
O BTA é um marcador específico para o câncer de bexiga.
Em muitos casos, ele é analisado em conjunto com outros marcadores, como o NMP22 e o CEA, para maior precisão nos resultados.
PSA (Antígeno Prostático Específico)
Muito utilizado para investigar o câncer de próstata, o PSA é uma proteína que apresenta níveis elevados em situações de câncer ou condições benignas, como hiperplasia prostática.
CA 125
Este marcador está relacionado ao câncer de ovário.
Apesar de sua importância no monitoramento da doença, a dosagem do CA 125 deve ser acompanhada de outros exames para garantir a precisão do diagnóstico.
Calcitonina
Hormônio produzido pela tireoide, a calcitonina é útil na detecção de cânceres dessa glândula.
Também pode apresentar elevações em casos de câncer de mama ou pulmão.
Tireoglobulina
Esse marcador é utilizado para o acompanhamento do câncer de tireoide, especialmente em combinação com outros exames, como TSH e calcitonina, para evitar falsos positivos.
CEA (Antígeno Carcinoembrionário)
O CEA é um marcador versátil, usado principalmente para investigar cânceres no intestino, como no cólon e reto, mas também pode ser útil para outros tipos de câncer.
Esses exames desempenham um papel essencial na detecção e monitoramento do câncer, possibilitando diagnósticos precoces e tratamentos mais assertivos.
Avaliação diagnóstica
A confirmação do diagnóstico de câncer requer a realização de exames complementares, normalmente solicitados pelo médico, que ajudam a detalhar possíveis alterações no organismo.
Entre os principais exames estão:
- Ecografia (Ultrassonografia): Utilizada para detectar lesões em órgãos como fígado, pâncreas, baço, rins, próstata, mama, tireóide, útero e ovários.
- Radiografia (Raio-X): Indicada para identificar alterações nos pulmões, coluna e ossos.
- Ressonância Magnética: Exame de alta precisão que avalia órgãos como mama, vasos sanguíneos, fígado, pâncreas, baço, rins e glândulas supra-renais.
- Tomografia Computadorizada: Geralmente solicitada após alterações detectadas no Raio-X, permitindo uma análise mais detalhada de estruturas como pulmões, fígado, pâncreas, articulações e faringe.
Em muitos casos, a confirmação do diagnóstico é alcançada pela combinação de diferentes exames, como análises de sangue, exames de imagem e, frequentemente, a realização de uma biópsia.
Esse conjunto de procedimentos garante maior precisão na detecção e caracterização da doença.
Conclusão
O avanço na medicina diagnóstica tem permitido identificar o câncer de forma mais precoce e precisa, aumentando as chances de sucesso no tratamento.
Os exames de sangue, em conjunto com exames complementares de imagem, desempenham um papel fundamental no processo de detecção e confirmação da doença, oferecendo informações valiosas sobre o desenvolvimento e a extensão do tumor.
Embora os marcadores tumorais sejam ferramentas importantes, é essencial reforçar que nenhum exame isolado é suficiente para o diagnóstico definitivo.
A avaliação clínica, aliada a uma combinação de métodos diagnósticos, é indispensável para garantir um diagnóstico preciso e um plano de tratamento adequado.
Portanto, manter um acompanhamento médico regular e realizar os exames indicados são passos essenciais para preservar a saúde e, em casos de suspeita, iniciar o tratamento o mais cedo possível.