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A psoríase é uma condição crônica que afeta a pele e o sistema imunológico, caracterizada pela aceleração do ciclo de vida das células cutâneas. 

Essa doença provoca o acúmulo de células na superfície da pele, formando escamas, inflamações e vermelhidão. 

Embora a questão “psoríase tem cura” seja comum, é importante compreender que, até o momento, não há uma cura definitiva. 

No entanto, diversos tratamentos ajudam a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

Para saber mais, confira abaixo!

O que é psoríase?

A psoríase é uma doença autoimune, ou seja, ocorre quando o sistema imunológico ataca o próprio organismo. 

Esse ataque desregulado acelera a renovação celular na pele, o que resulta nas lesões características da doença. 

As áreas mais afetadas incluem couro cabeludo, cotovelos, joelhos e região lombar, mas qualquer parte do corpo pode ser comprometida.

Embora sua causa exata ainda não seja completamente compreendida, fatores genéticos, imunológicos e ambientais desempenham papéis importantes no desenvolvimento da condição.

Tipos de psoríase

Existem vários tipos de psoríase, sendo os principais:

  • Psoríase em placas: a forma mais comum, marcada por lesões avermelhadas e cobertas por escamas esbranquiçadas.
  • Psoríase gutata: pequenas manchas em forma de gota, geralmente desencadeadas por infecções, como a amigdalite.
  • Psoríase inversa: ocorre em áreas de dobras cutâneas, como axilas e virilha.
  • Psoríase pustulosa: lesões preenchidas por pus, geralmente localizadas nas mãos e pés.
  • Psoríase eritrodérmica: forma rara e grave que causa vermelhidão e descamação intensa, podendo afetar todo o corpo.

Ao apresentar algum dos sintomas citados, procure um médico especialista. 

Fatores que influenciam os surtos de psoríase

A psoríase tem cura?

Embora a psoríase seja uma doença de origem multifatorial, fatores externos e internos desempenham um papel relevante no desencadeamento ou agravamento dos surtos. 

Esses fatores podem variar entre os indivíduos, mas entender suas influências é fundamental para prevenir crises e melhorar a qualidade de vida. 

Abaixo, abordamos cada um deles de forma mais detalhada.

Estresse emocional

O estresse emocional é um dos gatilhos mais comuns para surtos de psoríase. 

A conexão entre mente e corpo é evidente nessa doença autoimune, pois o estresse pode intensificar a inflamação sistêmica e desregular o sistema imunológico, exacerbando os sintomas. 

Momentos de alta pressão emocional, como mudanças significativas na vida, luto ou ansiedade, podem agravar a doença.

Para minimizar esse impacto, práticas como meditação, exercícios físicos regulares, terapia psicológica e técnicas de relaxamento são eficazes. 

Infecções

Infecções bacterianas, virais ou fúngicas podem desencadear ou agravar a psoríase.

A faringite estreptocócica, por exemplo, está associada ao surgimento da psoríase gutata, especialmente em crianças e jovens. 

Outras infecções, como amigdalite ou resfriados, também podem piorar os sintomas em indivíduos suscetíveis.

É essencial tratar infecções rapidamente e adotar medidas preventivas, como vacinação e higiene adequada, para reduzir o risco de agravamento da psoríase.

Clima frio e seco

Condições climáticas adversas, como clima frio e seco, tendem a ressecar a pele, agravando os sintomas da psoríase. 

A baixa umidade reduz a hidratação natural da pele, tornando-a mais vulnerável a fissuras, inflamações e descamação.

O uso de hidratantes ricos em emolientes e o consumo adequado de água são medidas importantes para manter a pele protegida. 

Em climas extremos, umidificadores de ar podem ajudar a equilibrar a umidade nos ambientes internos, prevenindo o ressecamento excessivo.

Uso de medicamentos específicos

Certos medicamentos podem interferir no sistema imunológico ou afetar diretamente a pele, desencadeando ou agravando a psoríase. 

  • Betabloqueadores, usados no tratamento de hipertensão;
  • Lítio, prescrito para distúrbios psiquiátricos;
  • Antimaláricos;
  • Corticoides orais, que podem causar efeitos rebote ao serem descontinuados abruptamente.

É fundamental que indivíduos com psoríase informem seus médicos sobre a condição antes de iniciar qualquer medicação, para que alternativas mais seguras sejam consideradas.

Consumo excessivo de álcool ou tabaco

O consumo de álcool e tabaco tem uma relação significativa com o agravamento da psoríase. 

O álcool pode interferir na função imunológica, enquanto o tabaco contribui para a inflamação sistêmica e aumenta o risco de desenvolver formas mais graves da doença.

Reduzir ou eliminar o consumo dessas substâncias é uma recomendação essencial para quem convive com a psoríase.

A psoríase tem cura

A psoríase não tem cura definitiva, mas existem tratamentos eficazes para controlar seus sintomas e melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes. 

Por ser uma doença autoimune e crônica, o objetivo principal do tratamento é reduzir a inflamação, aliviar as lesões cutâneas e prevenir surtos.

Conclusão

Embora a psoríase não tenha cura definitiva, com o tratamento adequado, é possível controlar seus sintomas e proporcionar alívio significativo para quem sofre da condição. 

O manejo eficaz da doença envolve uma combinação de terapias médicas, cuidados com a pele e controle dos fatores desencadeantes, como estresse e infecções. 

A chave está em um acompanhamento médico contínuo e em adotar um estilo de vida saudável, adaptado às necessidades individuais. 

Com o avanço das opções de tratamento, muitas pessoas conseguem viver bem com a psoríase, reduzindo a frequência e a gravidade dos surtos.

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