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O câncer de mama é uma das doenças oncológicas mais estudadas no mundo, mas ainda desperta muitas dúvidas entre pacientes e familiares.

Conhecer os diferentes tipos é essencial para compreender o comportamento de cada tumor, as opções de tratamento e a importância do diagnóstico precoce.

Neste artigo, a Oncocentro, referência em cuidados oncológicos, explica os tipos mais comuns e os menos frequentes, destacando a relevância do acompanhamento médico e dos exames de rotina para aumentar as chances de cura.

Confira!

Quais os tipos de câncer de mama

Quais são os tipos de câncer de mama mais comuns

Entre os vários subtipos de câncer de mama, alguns aparecem com maior frequência.

Eles diferem quanto à origem, velocidade de crescimento e resposta ao tratamento.

1. Carcinoma Ductal Invasivo (CDI)

É o tipo mais comum, representando cerca de 80% dos casos.

Ocorre quando as células cancerosas surgem nos ductos mamários (canais que levam o leite até o mamilo) e invadem o tecido mamário ao redor.

O CDI pode se espalhar para linfonodos e outras partes do corpo, por isso o diagnóstico precoce é fundamental.

Geralmente, o tratamento envolve cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapias-alvo, dependendo do estágio da doença.

2. Carcinoma Lobular Invasivo (CLI)

Segundo mais frequente, surge nos lóbulos mamários, onde o leite é produzido.

Ele tende a ser mais difícil de detectar em exames de imagem, pois pode se espalhar de forma difusa pelo tecido mamário, sem formar um nódulo bem definido.

O CLI costuma responder bem a terapias hormonais, já que a maioria dos tumores apresenta receptores hormonais positivos.

3. Carcinoma Ductal in situ (CDIS)

Considerado um tipo não invasivo, é formado por células anormais dentro dos ductos, mas que ainda não invadiram o tecido ao redor.

Quando diagnosticado nessa fase, tem altíssimas chances de cura, sendo tratado com cirurgia conservadora ou mastectomia, dependendo do tamanho e da localização, além de radioterapia para evitar recidivas.

4. Tumores Triplo-Negativos

Embora representem um grupo específico dentro do carcinoma invasivo, os tumores triplo-negativos merecem destaque pela agressividade.

Eles não apresentam receptores hormonais (estrogênio e progesterona) nem a proteína HER2, o que limita as opções de tratamento direcionado.

O manejo costuma incluir quimioterapia e, em alguns casos, imunoterapia.

5. Tumores HER2-positivos

Nesse tipo, as células cancerígenas apresentam superexpressão da proteína HER2, que estimula o crescimento tumoral.

Hoje, terapias-alvo como trastuzumabe aumentaram significativamente as taxas de sucesso, tornando o prognóstico muito mais favorável.

Quais são os tipos de câncer menos frequentes e suas particularidades

Além dos tipos mais comuns, existem subtipos raros que exigem atenção especial, pois podem apresentar evolução e respostas terapêuticas diferentes.

Carcinoma Inflamatório

Caracteriza-se por inflamação e inchaço da mama, com vermelhidão e aumento da temperatura local.

É um câncer agressivo, que muitas vezes não forma nódulo palpável.

Devido à rapidez de progressão, o tratamento geralmente combina quimioterapia, cirurgia e radioterapia.

Doença de Paget da Mama

Afeta o mamilo e a aréola, provocando descamação, coceira e secreção.

Frequentemente está associada a carcinoma ductal in situ ou invasivo.

A detecção precoce é essencial para evitar a disseminação.

Tumores Filóides

Podem ser benignos ou malignos e se desenvolvem no tecido conjuntivo da mama.

Embora raros, podem crescer rapidamente, exigindo cirurgia para remoção completa.

Carcinossarcoma e outros tumores metaplásicos

São extremamente raros e costumam apresentar comportamento mais agressivo, exigindo abordagens individualizadas que combinam cirurgia, quimioterapia e, em alguns casos, terapias-alvo.

Importância do diagnóstico precoce e acompanhamento médico

Importância do diagnóstico precoce e acompanhamento médico

Independentemente do tipo, o ponto mais importante é a detecção precoce.

Quando o câncer de mama é identificado em estágios iniciais, as chances de cura ultrapassam 90%.

Para isso, é fundamental que mulheres realizem a mamografia anual a partir dos 40 anos, ou antes, conforme orientação médica, além do autoexame das mamas mensalmente.

Sinais de alerta que merecem avaliação imediata:

  • Nódulos ou caroços palpáveis.
  • Alterações na pele da mama, como vermelhidão, retração ou descamação.
  • Secreção anormal pelo mamilo.
  • Mudança no formato ou tamanho da mama.

O acompanhamento médico regular é essencial, pois nem todo câncer de mama apresenta sintomas iniciais.

Somente exames de imagem, como mamografia, ultrassom e, em casos selecionados, ressonância magnética, podem identificar lesões ainda microscópicas.

Na Oncocentro, contamos com uma equipe multidisciplinar especializada em diagnóstico, tratamento e acompanhamento de todos os tipos de câncer de mama.

O atendimento personalizado garante que cada paciente receba a melhor estratégia terapêutica, baseada no tipo de tumor, estágio da doença e características individuais.

Conclusão

Conhecer os diferentes tipos de câncer de mama ajuda a entender que não existe um único padrão para a doença.

Cada subtipo exige uma abordagem específica, seja em exames, seja em tratamentos.

A prevenção, por meio de hábitos saudáveis e da realização de exames regulares, continua sendo a forma mais eficaz de aumentar as chances de cura.

Conte com a Oncocentro para orientações, diagnóstico precoce e tratamentos modernos, garantindo mais segurança e qualidade de vida em cada etapa do cuidado oncológico.

Clique e entre em contato para iniciar a prevenção do câncer de mama!

Foto de Dr. André Ferrer

Dr. André Ferrer

Oncologista Clínico, Oncologista Cirurgião e Mastologista
CRM/PR: 12279 – RQE: 18528
Oncocentro – CRM/PJ: 13190 PR

Este artigo foi desenvolvido pela equipe de comunicação da Oncocentro a partir de informações de referência na área da saúde, buscando oferecer conteúdo claro, atualizado e responsável. A proposta é apoiar pacientes, familiares e cuidadores com orientação confiável e acolhedora, sem substituir a avaliação individual de um profissional de saúde.

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