Distribuição de remédios contra o câncer desafia seguradoras

 

Embora a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) há algum tempo já viesse estudando essa possibilidade e no Congresso esteja em tramite projeto de lei que caminha na mesma direção, deve ter sido uma “grande surpresa” para as empresas de planos de saúde a decisão da agência reguladora em obrigá-las a fornecer aos seus beneficiários em tratamento oncológico nada menos do que trinta e seis medicamentos orais para tratar diferentes tipos de câncer. Até então, vale lembrar, as operadoras estavam obrigadas somente a cobrir os medicamentos ambulatoriais.

A decisão da ANS logicamente impacta, de forma distinta, todos os públicos vinculados ao tratamento do câncer. Para uns de forma muito positiva; para outros, nem tanto. São várias as razões que motivam essas diferenças de percepções, mas o nosso espaço e tempo, curto e escasso, não permitem abordá-las sob todos os ângulos que gostaríamos. Porém, aproveitando experiências levadas a cabo nos Estados Unidos, onde já acontece a distribuição desses medicamentos, considero importante a reflexão de alguns pontos.

Estudo publicado no Oncology Business Review, edição de março de 2008 (a defasagem de tempo não invalida a lição) e assinado por Jessica Wapner, mostrou que entregar o medicamento ao paciente e deixar que ele mesmo administre o consumo conforme prescrição de seu médico, não produz o resultado desejado. Foram constatados problemas sérios de aderência ao tratamento, assim como ausência de estrutura nos consultórios médicos para monitorar, na casa dos pacientes, o uso correto dos agentes orais. De acordo com o estudo, muitos oncologistas deixaram de prescrever os agentes orais por causa do risco de não aderência ao tratamento por parte dos pacientes.

A hesitação dos oncologistas em prescrever os agentes orais, mostra o estudo do OBR, afeta de maneira contundente a indústria farmacêutica, que gasta milhões desenvolvendo as formulações, e as empresas de planos de saúde, que terão seus custos ampliados pela não aderência ao tratamento por parte de seus beneficiários. Neste sentido, sem dúvidas o cenário é cinza, e parece que nos deixa numa encruzilhada. Sorte que o estudo foi realizado há 5 anos (2008) e as lições que deixou (conforme frisei acima) apontam para soluções eficazes nos dias de hoje.

A determinação da ANS deve entrar em vigor a partir de janeiro de 2014. Até lá as operadoras de saúde tem de estar devidamente estruturadas de forma a atender com qualidade e eficácia a nova determinação. A ANS não definiu a forma de distribuição dos medicamentos, função que ficará a cargo das próprias operadoras. Até onde se sabe, estão em estudo duas possibilidades: a primeira é a entrega direta ao usuário, por meio de farmácias conveniadas; a segunda, por reembolso do recurso dispendido na compra do medicamento.

O trabalho desenvolvido pela OBR mostra de forma cabal que as duas opções de distribuição dos medicamentos que estão sendo avaliadas pelas operadoras de saúde apresentarão os mesmos problemas detectados pelo estudo em 2008, nos Estados Unidos, ou seja, a falta de aderência ao tratamento pelo paciente.

A solução encontrada no mercado americano, e que também já é oferecida no mercado brasileiro, foi destinar o controle sobre a distribuição dos agentes oncológicos orais para empresas especializadas no benefício farmácia e que também oferecem o serviço de supervisão do tratamento, função não encontrada nas farmácias de varejo. Adicionalmente, de acordo com o estudo da OBR, o gerenciamento da terapia medicamentosa e de programas de acompanhamento instituídos pelas empresas especializadas nesta área requerem protocolos específicos de tratamento, que aumentam sua eficácia e garantem a segurança do paciente.

A experiência nos EUA, além de servir como alerta, aponta caminhos interessantes que merecem ser avaliados pelas operadoras de saúde que operam no Brasil. A escolha certa pode lhes propiciar redução considerável de custos e tratamento oncológico mais seguro e potencialmente mais custo-efetivo para os seus beneficiários, vindo a colher de fato os frutos que a iniciativa pode oferecer aos pacientes com esta necessidade.

Autor: Gustavo Guimarães 

* Gustavo Guimarães é médico infectologista, especialista em estudos clínico-epidemiológicos e diretor técnico da Funcional.

Social

  • Facebook
  • Twitter
  • Add to favorites
  • Email
  • RSS

Adesivo de estrogênio é nova opção para tratamento do câncer de próstata

Terapia, usada para tratar a menopausa, reduz níveis de testosterona em doentes a um nível semelhante ao do tratamento atual

 

 

Um adesivo que entrega o hormônio estrogênio através da pele pode ser um tratamento mais barato e seguro para o câncer de próstata do que as terapias atuais. É o que revela estudo de pesquisadores do Imperial College London, no Reino Unido.

Ensaios clínicos mostraram que os adesivos, usados normalmente para tratar os sintomas da menopausa nas mulheres, reduziu os níveis de testosterona em homens a um nível semelhante ao alcançado com o tratamento hormonal atual, ou injeções de LHRHa.

Muitos cânceres de próstata precisam do hormônio masculino testosterona para crescer. O uso de drogas para reduzir a testosterona em estágios avançados da doença pode diminuir o crescimento do tumor.

Na década de 1960, isso foi feito usando comprimidos de estrogênio, mas isso causou efeitos colaterais sobre o coração e a coagulação do sangue de alguns homens. Agora, as injeções de LHRHa são o principal tratamento para a redução da testosterona, mas elas podem também causar efeitos secundários graves, incluindo osteoporose, fraturas ósseas e diabetes.

O estudo comparou o tratamento padrão, injeções de LHRHa, aos adesivos de estrogênio em homens com câncer de próstata localmente avançado ou câncer de próstata que se espalhou, a fim de testar os benefícios e efeitos colaterais dos adesivos.

Cerca de 254 homens participaram da tentativa inicial que mostrou que os adesivos pareciam suprimir os níveis de testosterona de forma semelhante às injeções de LHRHa. É importante ressaltar que os adesivos não causaram o mesmo grau de problemas de coagulação do sangue causados por comprimidos de estrogênio.

E depois de 12 meses, os pesquisadores também descobriram que aqueles que receberam o tratamento LHRHa tiveram maior glicemia e colesterol mais alto, o que pode aumentar o risco de doença cardíaca em comparação com os homens tratados com adesivos.

“Estes resultados promissores sugerem que podemos ser capaz de usar adesivos de estrogênio ou um gel de estrogênio para tratar o câncer de próstata sem aumentar significativamente o risco de doença cardíaca e derrame”, afirma a pesquisadora Ruth Langley.

O próximo passo da equipe é testar se os adesivos de estrogênio são tão eficazes em parar o crescimento do câncer de próstata quanto os tratamentos hormonais atuais. “Estamos testando isso em mais de 600 pacientes e alguns resultados iniciais podem estar disponíveis ainda este ano”, conclui o autor da pesquisa Paul Abel.

Fonte: isaude.net

Social

  • Facebook
  • Twitter
  • Add to favorites
  • Email
  • RSS

Como equilibrar filtro solar e vitamina D

Michael F. Holick, eleito este ano como melhor médico dos Estados Unidos da América (EUA), pesquisa há três décadas a função da vitamina D, substância que virou a queridinha da ciência e cujo consumo foi associado à proteção contra 12 doenças, entre elas diabetes e câncer.
Com base nas próprias descobertas científicas – que já constataram a deficiência de doses ideais deste hormônio em 80% da população mundial – Holick não tem dúvidas ao colocar a falta de exposição aos raios solares na mesma turma de outros conhecidos vilões da saúde, como fumo, sedentarismo e obesidade.

Isto porque o sol é um remédio natural e a principal fonte de vitamina D para o organismo humano.

“O estilo de vida predominante hoje faz com que as pessoas fiquem em ambientes fechados, não brinquem nas ruas e nem façam caminhadas ao ar livre, mesmo em áreas tropicais”, afirmou Holick – ele está no Brasil para participar do 17º Congresso Paulista de Obstetrícia e Ginecologia e para divulgar o seu novo livro “Vitamina D: Como um tratamento tão simples pode reverter doenças tão importantes” (Ed. Fundamento).

Além disso, há outra equação de difícil solução, diz Holick. O protetor solar, forma mais eficaz de prevenir o câncer de pele – que neste ano deve acumular 134 mil novos casos só no Brasil – “diminui em 90% a capacidade do organismo de absorver a vitamina D”.

Michael Holick, professor de medicina, fisiologia e nutrição da Universidade de Boston (EUA), além de autor de 400 artigos científicos e 11 livros acadêmicos sobre a vitamina D, orientou sobre como equilibrar proteção solar e a absorção da vitamina.

Defensor da suplementação artificial da substância, “já que via alimentação e exposição ao sol é muito difícil conseguir as doses ideais”, Holick falou que os obesos correm ainda mais risco de entrarem no grupo de carentes da substância.

“Quem está nos números da obesidade precisa 3 vezes mais de vitamina D do que magros”.

Filtro solar e vitamina D

Para o bom funcionamento do corpo, são necessárias, no mínimo, 400 UI (unidade internacional usada para a vitamina D) e já existem evidências que sugerem 1000 unidades da substância. Segundo Michael Holick tomando sol entre 10 e 15 minutos, já é possível conseguir 1500 unidades de vitamina D. Uma gema de ovo, por exemplo, tem 20 unidades e 100 gramas de salmão em conserva tem entre 100 e 250 unidades. O banho de sol, portanto, é a principal forma natural de conseguir a quantidade indicada.

“O problema é que o filtro solar fator 30 reduz em 90% a capacidade do organismo em absorver a vitamina D. Ninguém quer incentivar a exposição nociva ao sol e eu sou a favor da proteção. Mas também defendo que, em doses moderadas, o sol só faz bem.”

No novo livro, Holick compara os raios solares ao sal e à gordura. Diz que nenhum humano sobrevive sem os dois. Mas o exagero no consumo de ambos ameaça a saúde.

“Minha orientação é que as pessoas tomem ao menos 5 minutos de sol todo dia sem protetor solar. Depois desse tempo, se forem seguir sob o sol, devem passar o bloqueador no rosto para evitar danos dermatológicos. Os braços e pernas também podem ficar expostos aos raios solares, em caminhadas até o trabalho, até o restaurante na hora do almoço ou até em casa.”

Quem vai à praia ou a piscina, orienta o especialista, também pode iniciar o banho de sol sem proteção por alguns minutos e depois recorrer ao filtro. Para as pessoas muito vulneráveis ao câncer de pele, brancas e de olhos claros principalmente, a sugestão é conversar com os médicos sobre a suplementação.

Versatilidade

As pesquisas sobre a vitamina D são publicadas em séries e há uma associação da substância à proteção para as mais variadas doenças: neurológicas (como o Alzheimer ), metabólicas ( diabetes e obesidade) e ósseas, como a osteoporose .

Michael Holick explica que a versatilidade da substância está no fato dela estar presente em todas as células e tecidos do corpo. Apesar do nome, a vitamina é produzida na pele, participa de vários processos fisiológicos, como digestão e respiração, e tem atuação no corpo semelhante à de um hormônio. Os estudos conduzidos por Holick identificaram que ela está associada à metabolização e funcionamento de 2 mil genes humanos. Por este motivo, a deficiência é tão comprometedora da saúde. Já um consumo ideal pode ser protetor das mais variadas doenças.

Obesos e a absorção da substância

Segundo Holick, há uma relação nociva entre obesidade e vitamina D. As gorduras em excesso acabam concentrando toda a quantidade da substância que chega ao corpo e impedem que ela seja disseminada no organismo.

“Por este motivo, nossos estudos mostram que os obesos precisam de 3 ou 5 vezes mais de vitamina D do que os magros para chegarem aos níveis considerados ideais”, explicou o médico.

Suplementação

Michael Holick é defensor da suplementação de vitamina D, desde que seja feita com orientação e de forma adequada. No novo livro, ele publica os estudos feitos em parceria com o FDA – órgão dos EUA responsável pela regulação de remédios e medicamentos –, que constataram informações equivocadas nos leites e cereais vendidos como se fossem fortificados com vitamina D.

“A maioria deles não tinha a dosagem divulgada na embalagem”, disse. “Eu defendo a suplementação, eu mesmo tomo dosagens extras de vitamina D (1000 unidades). Mas faço caminhadas, ando de bicicleta, como peixes e tomo sol”, diz o médico.

Fonte: iG

Social

  • Facebook
  • Twitter
  • Add to favorites
  • Email
  • RSS

Auto exame de Câncer de Mama

Social

  • Facebook
  • Twitter
  • Add to favorites
  • Email
  • RSS

Silicone pode facilitar diagnóstico de câncer de mama, diz especialista


Para as mulheres que usam silicone a boa notícia é que “o implante não interfere no autoexame das mamas e não atrasa o diagnóstico da doença”. Quem garante é o mastologista Dr. Vilmar Marques de Oliveira, presidente do Departamento de Oncoplastia da SBM (Sociedade Brasileira de Mastologia). Segundo ele, a prótese funciona apenas como anteparo à mama, o que não prejudica a palpação.— Ao contrário do que se acredita, as próteses mamárias até facilitam o autoexame, uma vez que projetam as glândulas mamárias e tornam o exame mais fácil. Outro ponto positivo é que a presença do silicone não prejudica o prognóstico da paciente, caso ela venha a ter câncer de mama.

O especialista adverte que a recomendação de mamografia para mulheres com implante é a mesma de quem não tem a prótese, ou seja, uma vez por ano a partir dos 40 anos. No entanto, o mastologista Dr. José Roberto Filassi, coordenador de Mastologia do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), ressalta que o exame precisa ser feito com mais cuidado. “A mamografia tem de ser feita de maneira mais artesanal, com algumas manobras da prótese. Além disso, costumamos complementar com ultrassom e ressonância magnética”.

Tratamento com a prótese

O mastologista da SBM lembra que o silicone não atrapalha o tratamento do câncer de mama. “Não é a presença do silicone que vai definir o tipo de tratamento. Para qualquer mulher, ele se baseia em procedimentos cirúrgico, quimioterápico, radioterápico e antihormonal”.

De acordo com o médico, a terapia será indicada conforme a fase em que for detectada a doença.

— O tratamento pode ser só cirúrgico ou até englobar todas as modalidades.

Reconstrução mamária

O presidente do Departamento de Oncoplastia da SBM alerta que a reconstrução mamária é um direito da paciente, garantida pela lei federal de 1999. “Pacientes acometidas pelo câncer de mama têm o direito de fazer a reconstrução do seio imediatamente após a intervenção cirúrgica para eliminar o tumo”. O Dr. Marques explica que 80% desses procedimentos são feitos com próteses de silicone ou as chamadas próteses expansoras. Esta última é introduzida murcha na paciente e preenchida com soro fisiológico no pós-operatório.

“É prudente colocar a prótese atrás do músculo para diminuir a taxa de rejeição e não prejudicar o tratamento radioterápico. Caso a paciente já tenha o implante na frente do músculo, costumamos mudar a posição para trás”.

Sobre as contraindicações, o especialista alerta para duas situações: quando não há condições clínicas favoráveis ou em casos de doença muito avançada.

Além disso, o médico dá uma dica para as mulheres que querem colocar a prótese de silicone. “A escolha da posição da prótese de silicone — na frente ou atrás do músculo — vai depender do volume mamário e histórico familiar de câncer de mama da paciente”.

Segundo o especialista, para as mulheres com seios muito pequenos ou com casos da doença na família, dá-se preferência por posicionar o implante atrás do músculo. Dessa forma, o rastreamento do tumor será mais fácil e haverá um prejuízo menor nas imagens mamográficas.

Fonte: Terra

Social

  • Facebook
  • Twitter
  • Add to favorites
  • Email
  • RSS

Fumar um só cigarro por dia dobra risco de morte em mulheres

 

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos sugere que mulheres que fumam pouco, incluindo aquelas que fumam apenas um cigarro por dia, dobram as chances de morte súbita em comparação às mulheres que nunca fumaram.
O estudo analisou a saúde de 101 mil enfermeiras americanas durante mais de três décadas.
Durante a pesquisa, realizada por c

ientistas da Universidade de Alberta, no Canadá, e publicada na revista da American Heart Association, ocorreram 315 mortes súbitas causadas pela parada inesperada do coração.
Em pessoas com 35 anos ou menos, este tipo de morte geralmente ocorre quando há um histórico de problemas cardíacos na família.
Mas, em pessoas acima de 35 anos, como no caso da maioria das enfermeiras estudadas, a morte pode ter sido causada pelo entupimento de artérias do coração devido a depósitos de gordura.
Das 315 mortes súbitas registradas durante o estudo, 75 ocorreram entre enfermeiras que ainda fumavam, 148 entre mulheres que tinham parado de fumar (recentemente ou não) e 128 entre pessoas que nunca fumaram.
Um ou 14 cigarros por dia
Depois de levar em conta outros fatores de risco para o coração, como pressão alta, colesterol alto e histórico familiar de problemas cardíacos, Roopinder Sandhu, que liderou a pesquisa, descobriu que mulheres que fumavam tinham o dobro de chances de morrer de repente mesmo se fumassem entre um e 14 cigarros por dia.
Para cada cinco anos de fumo contínuo, o risco aumentava em 8%.
Mas, os pesquisadores descobriram que aquelas que pararam de fumar, voltaram ao fator de risco igual a de mulheres que nunca fumaram, depois de 20 anos sem cigarros.
“O que este estudo realmente mostra às mulheres é a importância de parar de fumar. Os benefícios em termos de redução de morte súbita cardíaca estão lá, para todas as mulheres, não apenas aquelas que já tem problemas cardíacos”, afirmou Sandhu.
“Pode ser difícil parar. É necessário (ter) um objetivo no longo prazo. Não é sempre fácil e pode ser necessária mais do que uma tentativa”, acrescentou.
“Esta pesquisa mostra que fumar apenas alguns cigarros por dia ainda pode afetar muito sua saúde no futuro”, afirmou Ellen Mason, enfermeira especializada em cuidados cardíacos da British Heart Foundation.
“Se você está pensando em parar e precisa de um empurrãozinho, esta pesquisa acrescenta às muitas provas (que já temos) de que parar de fumar é a melhor coisa que você pode fazer pela saúde do seu coração”, acrescentou.
Um estudo publicado recentemente na revista The Lancet, sugeriu que 1,2 milhão de mulheres que pararam de fumar aos 30 anos evitaram quase completamente os riscos de uma morte prematura devido a doenças relacionadas ao fumo.Fonte: Portal Terra
Foto: Getty Images

Social

  • Facebook
  • Twitter
  • Add to favorites
  • Email
  • RSS

Frutas previnem câncer e disfunção erétil; veja 25 benefícios

Além de saborosas, as frutas proporcionam nutrientes e muitos benefícios à saúde. Segundo pesquisas recentes, banana pode diminuir risco de AVC, framboesa ajuda a prevenir o câncer, maçã pode colaborar, entre outros vários benefícios, com a batalha para se manter magro e melancia no desempenho sexual.

Veja a mistura de frutas e verduras nos sucos e suas funções
Saiba quantas calorias tem cada alimentoQuer tirar proveito dessas e de outras propriedades? O Terra lista abaixo 25 delas, relacionadas à banana, framboesa, frutas cítricas, maçã, melancia, melão amargo, mirtilo, morango, nozes, romã, tomate e uva. Confira:

1. Comer três bananas por dia pode diminuir risco de AVC: a fruta mais popular do Brasil pode prevenir acidente vascular cerebral (AVC). Cientistas britânicos e italianos sugerem três bananas por dia para obter o benefício. Os pesquisadores analisaram dados de 11 estudos diferentes e constataram que uma ingestão de cerca de 1,6 mil miligramas de potássio por dia (cada banana oferece por volta de 500 miligramas) reduz as chances de derrame cerebral em 21%. O consumo de outros alimentos ricos no elemento, como espinafre e nozes, também é benéfico.
2. Framboesa pode ajudar a prevenir câncer: cientistas da Universidade de Ohio State, nos Estados Unidos, identificaram componentes em framboesas pretas que poderiam ajudar a prevenir o câncer. Durante seus estudos, descobriram reduções significativas nos tumores de cólon e esôfago em ratos alimentados com a iguaria. Esse tipo de framboesa tem um sabor mais intenso que as tradicionais e é rica em ácido elágico, antocianinas e antioxidantes, que ajudam a destruir os radicais livres.
3. Frutas cítricas podem reduzir risco de AVC: comer frutas cítricas, como laranja e toranja, é uma boa aposta para as mulheres. De acordo com uma pesquisa da Universidade de East Anglia, na Inglaterra, essas iguarias reduzem o risco de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. Segundo o site Female First, o levantamento analisou o risco da doença e o consumo de frutas e legumes que contêm flavonoides, compostos antioxidantes que são anti-inflamatórios e melhoram a função dos vasos sanguíneos. Constatou-se que os flavonoides encontrados em frutas cítricas, as flavanonas, conferem maior proteção contra o problema.
4. Comer duas maçãs por dia pode reduzir risco de doença cardíaca em mulheres: para quem gosta de maçã, uma boa notícia. Comer duas por dia pode reduzir o risco de doença cardíaca em mulheres, já que diminui os níveis de colesterol, de acordo com uma pesquisa da Universidade Estadual da Flórida, nos Estados Unidos. Segundo o jornal Daily Mail, os cientistas analisaram 160 pessoas do sexo feminino que já haviam passado pela menopausa.
5. Uma maçã por dia pode diminuir risco de câncer colorretal: uma pesquisa polonesa, divulgada na publicação European Journal of Cancer Prevention, afirma que comer maçã regularmente pode reduzir o risco de desenvolver câncer colorretal. A diminuição da chance de ter a enfermidade foi observada nos voluntários que consumiram ao menos uma iguaria ao dia. As propriedades de proteção devem estar ligadas ao alto teor de flavonoides, que é cinco vezes mais prevalente na casca do que na polpa.
6. Vinagre de maçã pode ajudar a aumentar o colesterol bom: o colesterol bom (HDL) tem efeito protetor sobre a saúde cardiovascular. E, de acordo com uma pesquisa de Minnesota, nos Estados Unidos, uma ou duas colheres diárias de vinagre de maçã podem aumentar seus níveis. Para chegar a essa conclusão, a equipe analisou 120 pessoas. Metade delas teve de ingerir por oito dias a iguaria e, a outra, uma solução de água e 2% de vinagre balsâmico (placebo). Os cientistas acreditam que o produto acelere o processamento das gorduras.
7. Maçã pode diminuir o colesterol: uma maçã média possui aproximadamente 4 g de fibra e, uma parte disso, está na forma de pectina, um tipo de fibra solúvel que tem sido associada à redução dos níveis do colesterol ruim. De acordo com a WebMD, ela bloqueia a absorção de colesterol, ajudando o corpo a usá-lo em vez de armazená-lo.
8. Maçã pode ajudar a se manter magro: um componente da casca de uma maçã, o ácido ursólico, está relacionado a um risco menor de obesidade, segundo um recente estudo feito com ratos e divulgado pelo jornal Huffington Post. Isso porque aumenta a queima de calorias e o desenvolvimento de músculos e massa magra.
9. Maçã pode prevenir problemas respiratórios: segundo a revista Health, saborear pelo menos cinco maçãs por dia pode melhorar a função pulmonar. O benefício se deve a um antioxidante chamado quercetina, encontrado na pele de maçãs, cebolas e tomates, informou a BBC. Fora isso, um estudo de 2007 descobriu que as mulheres que comem muito dessa fruta são menos propensas a ter filhos com asma.
10. Maçã pode diminuir o risco de diabetes: um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition descobriu que as maçãs, assim como peras e amoras, estão ligadas a um risco menor de desenvolver diabetes tipo 2 por causa de uma classe de antioxidantes, antocianinas, que são também responsáveis para pela coloração de frutas e vegetais.
11. Maçã pode melhorar funções cerebrais: segundo o Good Housekeeping, a maçã tem sido associada a um aumento na produção de acetilcolina, que se comunica entre as células nervosas. Isso faz com que a fruta possa ajudar a memória e a diminuir as chances de desenvolver Alzheimer.
12. Melancia é aliada contra doenças do coração: melancia faz bem ao coração. Uma fatia por dia pode ajudar a prevenir ataques cardíacos, segundo um estudo da Universidade Purdue, nos Estados Unidos. A iguaria ajuda a baixar os níveis do mau colesterol, o LDL, principal fator que leva ao entupimento de artérias. Os pesquisadores disseram que comer a fruta regularmente colabora com a manutenção do peso e com menor acúmulo de gordura, sendo que esses benefícios são creditados ao aminoácido citrulina
13. Melancia pode beneficiar vida sexual: o Departamento de Agricultura americano divulgou um estudo que indica que o consumo regular de melancia é benéfico para homens e mulheres e previne a disfunção erétil, a hipertensão, melhora a sensibilidade à insulina e a degeneração macular. Isso porque a fruta é rica em licopeno, que é um poderoso antioxidante carotenoide que neutraliza radicais livres, que por sua vez, são substâncias nocivas ao corpo. Por ter muita água e açúcares naturais, colabora para tornar os fluidos do corpo (saliva, sêmen e secreção vaginal) mais adocicados e perfumados.
14. Melão amargo pode diminuir o crescimento de célula de câncer de mama: uma pesquisa americana que constatou que o extrato de melão amargo (Momordica charantia) pode diminuir o crescimento das células do câncer de mama. Os cientistas utilizaram células humanas da patologia e cultura primária de células epiteliais mamárias humanas in vitro. “Nossos resultados sugerem que o extrato de melão amargo modula vários caminhos de transdução de sinal, o que induz a morte das células de câncer de mama”, disse a líder da pesquisa, Ratna B. Ray, da Universidade de Saint Louis, ao site Science Daily.
15. Mirtilo ode reduzir formação de células de gordura: reduzir a formação de células de gordura é o sonho de muitos. E o mirtilo (blueberry) pode torná-lo possível, de acordo com uma pesquisa da Texas Woman´s University, nos Estados Unidos. A pesquisadora Shiwani Moghe decidiu verificar se os polifenois da fruta conseguem inibir a obesidade na fase molecular. Para isso, usou quantidades diferentes deles em culturas de tecidos de ratos. Constatou que a maior concentração rendeu uma diminuição de 73% em lipídios (gordura) e, a menor, de 27%. Segundo o site <i>Science Daily</i>, é preciso realizar testes em humanos para analisar se as doses são eficazes e se há possíveis efeitos adversos.
16. Suco da com a fruta pode melhorar a memória de idosos: problemas de memória costumam atrapalhar a vida dos idosos. E, de acordo com uma pesquisa divulgada na publicação Journal of Agricultural and Food Chemistry, da Sociedade Química Americana, o mirtilo (blueberry) pode ajudar na situação. Idosos que ingeriram suco da iguaria mostraram melhoras significas de aprendizado e em testes de memória. O estudo envolveu profissionais da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, e os Departamentos da Agricultura dos Estados Unidos e do Canadá.
17. Antioxidante do morango pode prevenir rugas: o ácido elágico, um antioxidante encontrado no morango, tem efeito fotoprotetor. Pesquisadores da Universidade Hallym, da República da Coreia, comprovaram que a substância protege as células da pele humana contra os danos dos raios ultravioletas, bloqueando a produção de enzimas matriz metaloproteinases (MMP), que quebram o colágeno, e reduzindo a manifestação da ICAM, molécula envolvida na inflamação. O estudo foi feito em camundongos jovens e sem pelos, comumente usados em pesquisas dermatológicas por causa das semelhanças fisiológicas da pele.
18. Nozes podem manter fome sob controle e combater gordura da barriga: para quem gosta de saborear noz, amêndoa e avelã, uma boa notícia. Um punhado por dia desses frutos oleaginosos pode manter a fome sob controle e combater a temida gordura abdominal, segundo pesquisadores da Universidade de Barcelona, na Espanha. O levantamento apontou pela primeira vez uma ligação entre as iguarias e aumento do nível de serotonina, uma substância que regula o apetite e o humor, além de melhorar a saúde do coração.
19. Nozes podem tornar o crescimento do câncer de próstata mais lento: cientistas americanos da Universidade da Califórnia – Davis e do Centro de Pesquisa Regional do Oeste, do Departamento Americano de Agricultura, constataram que nozes podem tornar mais lento o crescimento do câncer de próstata, segundo testes em ratos. Os animais que consumiram a iguaria tiveram o aumento dos tumores reduzido de 30% a 40%.
20. Romã pode tornar o envelhecimento do DNA mais lento: a romã recebeu o status de “elixir da juventude”, porque um estudo do laboratório espanhol ProbelteBio constatou que pode tornar o processo de envelhecimento do DNA mais lento. Os cientistas, liderados por Sergio Streitenberger, forneceram a 60 voluntários diariamente, ao longo de um mês, uma cápsula com extrato da fruta inteira (medula, casca e sementes). Nos que lançaram mão da fruta, constatou-se uma diminuição significativa do marcador 8-Oxo-DG, associado a danos celulares, que podem causar deficiência no cérebro, músculo, fígado e rim, além de envelhecimento da pele. A pesquisa foi financiada pela empresa fabricante de suco Pomegreat, do Reino Unido.
21. Suco de romã pode deixar pessoa mais entusiasmada com trabalho: estressado com as longas e cansativas horas no escritório? Pois saiba que, de acordo com uma pesquisa financiada pela empresa fabricante de suco Pomegreat, do Reino Unido, suco de romã pode ajudar a se sentir mais entusiasmado com o trabalho. Os cientistas, liderados por Emad Al-Dujaili, da Universidade Queen Margaret, na Escócia, analisaram voluntários que beberam 500 ml suco da iguaria por dia durante duas semanas. Segundo reportagem publicada pelo jornal Daily Mail, quase todos os participantes relataram estar mais entusiasmados, inspirados, orgulhosos e ativos.
22. Suco de romã pode diminuir chance de armazenar gordura abdominal: romã pode ajudar no combate à temida gordura abdominal. De acordo com uma pesquisa da Universidade de Edimburgo, na Escócia, o suco da romã tornaria seus apreciadores menos propensos a desenvolver células de gordura na região. Os 24 voluntários de ambos os sexos ingeriram uma garrafa de 500 ml da bebida por dia, ao longo de quatro semanas. No fim do período, quase metade deles apresentaram níveis baixos de ácido graxo não-esterificados, relacionado com maior armazenamento de gordura em torno do abdômen e aumento do risco de doença cardíaca e diabetes tipo II. Além disso, 90% do grupo apresentou pressão arterial menor.
23. Extrato de romã pode estimular contração do útero no parto: contrações fracas podem prejudicar algumas mães na hora do parto. A boa notícia é que cientistas da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, e da Universidade Suranaree de Tecnologia, na Tailândia, constataram que o esteroide beta-sitosterol, presente nas sementes de romã, poderia ser usado para intensificá-las. A análise verificou o extrato da semente da fruta e seu efeito sobre amostras do músculo liso uterino.
24. Dois copos de suco de tomate por dia podem ajudar a prevenir osteoporose: aos apreciadores de tomate, um motivo a mais para ingeri-lo. De acordo com uma pesquisa da Universidade de Toronto, no Canadá, dois copos de suco da iguaria fortalecem os ossos e podem prevenir a osteoporose. O possível responsável pelo benefício é o licopeno, que dá a cor vermelha ao alimento. A equipe de cientistas analisou 60 mulheres na pós-menopausa, com idades entre 50 a 60.
25. Uva pode proteger contra câncer de pele e prevenir envelhecimento prematuro: a uva não é só saborosa. Também pode proteger contra o câncer de pele e prevenir o envelhecimento prematuro, de acordo com um estudo da Universidade de Barcelona e do Conselho Nacional de Pesquisa, ambos da Espanha. Os responsáveis pelos benefícios são os flavonoides extraídos da fruta. Esses compostos defendem as células da radiação ultravioleta emitida pelo sol, relacionada aos problemas de pele.

Fonte: Terra
Foto: Getty Images

Social

  • Facebook
  • Twitter
  • Add to favorites
  • Email
  • RSS

Reynaldo Gianecchini.

Social

  • Facebook
  • Twitter
  • Add to favorites
  • Email
  • RSS

Sintomas do câncer de mama

Social

  • Facebook
  • Twitter
  • Add to favorites
  • Email
  • RSS

Novo remédio poderia substituir quimioterapia

O presidente da divisão latino-americana da farmacêutica Roche, Jörg-Michael Rupp, afirmou que um novo remédio da companhia poderia substituir o tratamento de quimioterapia em casos de câncer de mama.

Rupp disse, durante um fórum de saúde no Rio de Janeiro, que o remédio T-DM1 permitiu reduzir o tamanho dos tumores e aumentar a esperança de vida das

pacientes que apresentavam o tipo de câncer de mama mais agressivo (HER2 positivo) em estado avançado.

“O remédio ataca diretamente a célula cancerígena e a mata, por isso seria desnecessário o uso de quimioterapia, o que evitaria efeitos colaterais como a perda de cabelo”, afirmou Rupp no fórum organizado pela companhia suíça.

O diretor disse que a combinação do T-DM1 com outros remédios já existentes no mercado gerou “melhores resultados” que os tratamentos frequentes, incluindo sessões de quimioterapia.

A Roche anunciou o êxito dos testes em março deste ano e vai apresentar os detalhes concretos no próximo Congresso da Associação Americana de Oncologia Clínica (ASCO), que será realizado em Chicago nos EUA, no início de junho.

Os resultados que serão apresentados no ASCO se referem exclusivamente a mulheres que já se submeteram previamente a outros tratamentos oncológicos.

Rupp calculou que os testes clínicos ainda podem levar três ou quatro anos e não quis especular prazos sobre a possibilidade do T-DM1 chegar ao mercado, o que também precisaria da aprovação das autoridades reguladoras de cada país.

Uma eventual aprovação dos agências reguladoras estaria restrita ao tipo de pacientes nos quais o remédio foi testado.

No entanto, o diretor se mostrou otimista quanto à possibilidade do remédio também ser efetivo nas primeiras fases da doença, inclusive em outros tipos de câncer.

“Se o remédio funciona em uma fase avançada, há uma possibilidade maior de ser efetivo nas primeiras fases”, afirmou em declarações à Agência Efe.

Fonte: O Estado de São Paulo

Social

  • Facebook
  • Twitter
  • Add to favorites
  • Email
  • RSS